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Assistência ao Beneficiário com Câncer

Crenças fatalistas sobre o câncer levam muitas pessoas a ignorar conselhos úteis para prevenção da doença

Automedicação pode agravar doenças

Hipertensão atinge 40% da população adulta

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Má alimentação e vida sedentária são graves fatores de risco para a saúde

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Assistência ao Beneficiário com Câncer

O que é câncer?
Câncer é a denominação comum de um grupo de doenças crônicas causadas pelo crescimento desordenado de células do organismo.

Qual o impacto do câncer na Bahia?
As estatísticas oficiais indicam que o câncer é a terceira causa específica de óbito no Estado e a segunda na região metropolitana de Salvador. Seu impacto pode ser ainda maior se considerarmos que até um quarto das declarações de óbito informam causas mal definidas e o diagnóstico da doença requer atenção médica especializada, ainda indisponível em muitas regiões do Estado.

O câncer tem cura?
Apesar de que o senso comum associa o diagnóstico de câncer ao sofrimento e morte, atualmente os sintomas da doença podem ser controlados e a atenção especializada permite a cura de muitos tipos de câncer. O essencial para se obter os melhores resultados com o tratamento é o diagnóstico precoce do câncer.

O câncer pode ser prevenido?
Muitos pacientes desenvolvem câncer por exposição voluntária a fatores de risco conhecidos. Por exemplo, estima-se que 30% dos casos de câncer seriam evitados pelo abandono do tabagismo. A Sesab desenvolve um programa de controle do tabagismo e outros fatores de risco para o câncer, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), vinculada à Superintendência de Vigilância e Proteção a Saúde (Suvisa), com objetivo de reduzir a prevalência de fumantes e a conseqüente morbimortalidade por doenças relacionadas ao tabaco.

O câncer pode ser diagnosticado precocemente?
Os tipos de câncer mais comuns podem ser detectados precocemente. Algumas vezes o diagnóstico precoce pode reduzir a mortalidade pela doença, e se recomenda adoção de medidas para rastreamento do câncer. São rotinas de diagnóstico precoce recomendadas: realização de mamografia para mulheres entre 40 e 70 anos (câncer de mama), exame de citologia cervical (teste de Papanicolau) para mulheres após o início de atividades sexuais (câncer de colo uterino) e exame endoscópico do intestino após os 50 anos (câncer de cólon e reto).

Como é o tratamento do câncer?
O tratamento do câncer requer uma estrutura médico-hospitalar e recursos humanos qualificados, organizados em equipes multiprofissionais. O tratamento específico pode ser feito pela cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, isoladamente ou em combinação, dependendo do tipo de câncer e extensão da doença. A grande maioria dos tipos de câncer só pode ser tratada adequadamente com variadas modalidades de tratamento, sucessivas e complementares, que compõem protocolos assistenciais. Assim, por exemplo, para que a cirurgia planejada para determinado tipo de câncer tenha êxito em curar, pode ser necessário que seja precedida de tratamento com medicamentos antineoplásicos e sucedida com radioterapia e outros medicamentos anti-tumorais, isto tudo em períodos rigorosamente programados.

Como o Planserv está organizado para atender ao usuário com câncer?

O Planserv tem procurado organizar a rede assistencial para oferecer, de modo regionalizado, as modalidades de tratamento necessárias ao usuário com câncer, tais como cirurgia, quimioterapia, radioterapia, cuidados paliativos e reabilitação. Hospitais e clínicas em Salvador e no interior do estado oferecem assistência ao beneficiário com câncer e o Planserv trabalha para implantar até 2010 novos centros de assistência oncológica.

De que modo o Planserv garante acesso aos medicamentos antineoplásicos (para o tratamento do câncer)?

O tratamento oferecido pelos planos de saúde obedece a legislação própria, da chamada “Saúde Suplementar”, que é de caráter geral, sem conteúdo específico para os tratamentos de câncer. Os planos constituídos após a vigência da Lei nº 9.656/98 têm os procedimentos para tratamento de câncer relacionados em um Rol de Procedimentos publicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS. Para os planos constituídos antes de 2 de janeiro de 1999 e ainda vigentes, a cobertura a ser garantida é a que consta das cláusulas contratuais acordadas entre as partes.
Muitas operadoras de planos de saúde recusam-se a dar cobertura ao fornecimento de medicamentos para uso oral no domicílio, só cobrindo aqueles medicamentos que são efetivamente administrados na clínica ou hospital. A indústria farmacêutica vem disponibilizando cada vez mais medicamentos antineoplásicos de administração oral, de uso contínuo e prolongado, de preço extremamente alto. Assim, doentes que têm seus tratamentos de câncer custeados por operadoras de planos de saúde, ao receberem uma prescrição de medicamento de uso oral, de alto custo, vêem-se impossibilitados de arcar com o tratamento e buscam obter estes medicamentos por financiamento público.
O Planserv é um benefício ao servidor estadual diferente dos demais planos de saúde e autogestões, pois é regulamentado por legislação estadual e não pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Assim, através da sua rede credenciada em oncologia, fornece regularmente medicamentos antineoplásicos de uso contínuo segundo indicação do médico especialista, baseado em protocolos clínicos, pré-definidos pelo Planserv.

Como se dá o cuidado de usuários com câncer fora de possibilidades terapêuticas (cuidados paliativos)?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define cuidados paliativos como forma de assistência ativa e integral a pacientes cuja doença não responde mais ao tratamento curativo, sendo o principal objetivo a garantia da melhor qualidade de vida tanto para o paciente como para seus respectivos familiares. A medicina paliativa irá atuar no controle da dor e promover alívio nos demais sintomas que os pacientes possam desenvolver.
No Planserv, os cuidados paliativos para doentes com câncer avançado estão disponíveis nos hospitais gerais e serviços de internação domiciliar, sempre apoiados por um especialista no tratamento de doentes de câncer.

Dr. Sandro J. Martins
Médico Oncologista
Doutor em Ciências pela USP
 
 
   
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